sábado, 24 de dezembro de 2011

APC COMEMORA O DIA MUNDIAL DO CINEMA



A Academia Paraibana de Cinema convida a todos para a solenidade comemorativa do DIA MUNDIAL DO CINEMA, nessa quarta-feira dia 28 de dezembro, a ser realizada às 18h30min no Cine Digital do Espaço Cultural (Funesc). Uma vasta programação será realizada para homenagear cineastas e suas obras premiadas, com a presença de membros da academia, autoridades ligadas ao cinema e público em geral.


“ANTOMARCHI”, obra de ficção premiada pela APC no ano de 2010, agora em mídias DVD e Blu-Ray será entregue aos representantes das Locadoras de Vídeos especialmente convidados ao evento, para distribuição pública. O filme vem acompanhado de um Making-Off especial com entrevistas da produção, da direção do filme e dos atores, de cenas do set de gravação, além de “trailer”, do vídeo de sua premiação e homenagem de alguns cineastas brasileiros convidados pela APC.

O programa constará ainda do lançamento, pela UFPB e TV-OKFestCineDigital, do Festival “É Tudo Improviso”, da apresentação dos projetos de digitalização do acervo do NUDOC/UFPB e do “Curta Aqui” pela cineasta Cristiane Fragoso, também da entrega à professora Marlene Alves de Luna do Prêmio Especial da APC, pelo apoio que vem prestando ao cinema paraibano, além da distribuição dos últimos números da Revista da APC “Cine Nordeste” e de seus Boletins Informativos.

Dando prosseguimento, haverá o lançamento pela Reitora da UEPB, professora Marlene Alves Luna, de Edital para fomento de produção de dez curtas-metragens e assinatura de um protocolo de intenção para aquisição do acervo do cineasta Machado Bittencourt e lançamento do material promocional do longa-metragem “Tudo que Deus criou”, patrocinado pela Universidade Estadual da Paraíba, a ser lançado, nacionalmente, em fevereiro de 2012.

Haverá ainda a premiação dos curtas “A Felicidade dos Peixes”, “O Diário de Mércia” e “Ritmos”, pela APC, e dos vencedores do IV FestCine Digital do Semiárido: o ficção “O Hóspede” de Ramon Porto e “Travessia”, documentário Kennel Rógis. A festa encerrará com o Especial “Coleção Memórias Paraibanas do Século XX” de Mirabeau Dias, além de um coquetel a ser oferecido aos presentes. Participemos todos do DIA MUNDIAL DO CINEMA!

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br




sábado, 17 de dezembro de 2011

ACADEMIA PROMOVE O DIA MUNDIAL DO CINEMA

A Academia Paraibana de Cinema (APC) anuncia para o próximo dia 28 deste mês a celebração do Dia Mundial do Cinema. Será na Sala Cine-Digital do Espaço Cultural José Lins do Rego, a partir das 19 horas. Na oportunidade serão entregues os prêmios aos vencedores do IV FestCine Digital do Semiárido, que aconteceu recentemente em quatro estados do Nordeste – Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. O evento foi realizado pela empresa paraibana AS Produções Cinema e Vídeo, com apoio do Banco do Nordeste e da própria APC.


Tomando como exemplo o sucesso da versão anterior, o presidente da Academia jornalista Wills Leal garante redobrar a importância do evento este ano. Para isso, segundo disse, o Dia Mundial do Cinema contará com uma forte presença de autoridades culturais locais e da região, além da imprensa inscrita, falada e televisada. Vários outros mecanismos de divulgação, de dentro e de fora do Estado apoiarão o evento.

Importantes prêmios serão concedidos aos melhores vídeos realizados este ano. As produções inscritas dos diversos estados do Nordeste e que passaram por uma rigorosa seleção de público e da Comissão do IV FestCine Digital do Semiárido, receberão os Troféus “Walfredo Rodriguez” de Ficção e “Machado Bitencourt” de Documentário.

O prêmio concedido especialmente na noite do Dia Mundial do Cinema pela Academia, que tem um significado maior para os realizadores por tratar-se de uma deferência da mais importante entidade do gênero no estado e por ser considerado o “Oscar Paraibano”, deve contemplar também as diversas categorias de vídeos – curta, média, ficção e documentário. Vamos todos à grande festa do Cinema e brindar juntamente com os premiados!

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aruandando em novas performances

Com início previsto para esta sexta-feira (09), já na sua sétima versão o importante Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro traz inovações. Seu organizador resolveu socializar mais o certame, saindo um pouco das conchas suntuosas, que são os auditórios, para as areias do Busto de Tamandaré, na praia de Tambaú. Essa nova performance “aruandaria” uma avaliação considerável, ratificando os recursos públicos gastos na realização do festival, o que vem de ser justificada a medida pela própria coordenação do evento.

“Exibir filme nas areias de Tambaú significa, sem sombra de dúvidas, devolver ao público, de forma massiva, o que é bancado com recursos públicos, então diria que essa é a razão de o evento ser realizado, levar cinema para um número substancial de pessoas ao ar livre, na mais democrática experiência que já tivemos de compartilhar conteúdos audiovisuais com o público”.

Até aí tudo bem. Meritórios a intenção e o novo gesto organizacional. Mas, pelo que estamos também sabendo, extrapolando sua real finalidade, o festival até então considerado essencialmente cinematográfico, o deste ano deve agregar um valor diferenciado, digamos assim, um marketing “populista” ao projeto: shows com bandas de música, também ao ar livre. Será que estamos entendendo bem? Já não bastam os famigerados e contínuos “forrós de plástico”, que assolam o sossego da cidade?

Será que o Cinema que conhecemos está saindo de sua própria rota? Ou o conceito clássico de CERTAME é que foi alterado? Pelo que se entende, Certame é um ato público de competição, para estabelecer uma graduação de valores. No caso específico de um festival de cinema, mensurar a qualidade dos filmes, técnicos e realizadores inscritos em mostras e competições.

Agora, uma programação que busca mixar sessões públicas de avaliação crítica de cinema, sob uma ótica de responsabilidade técnica, com efémeros shows de música... fica difícil de entender. E não se venha justificar que a merecida homenagem a um músico do naipe de Vandré possibilite tal aberração!

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, jornalista, professor e cineasta. E-mail: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

domingo, 27 de novembro de 2011

“O Calendário”: dá voz ao povo paraibano ou cala esse povo?


Este é o segundo e último relato sobre o que vimos discutindo em sala de aula, com a participação dos meus colegas de turma, por solicitação do professor Alex Santos para a disciplina Direção do Programa de TV-1. Após ter assistido ao Seminário sobre Mídias realizado na semana passada, no CCHLA, hoje falo sobre a questão do “calendário”.


O Calendário é um quadro do JPB que surgiu com a proposta de dar voz à população paraibana. Porém, é válido avaliar essa proposta e observar um pouco a fundo o que representa a voz do povo na Rede Paraíba de Comunicação. Esse quadro estreou neste ano de 2011, trazendo uma repórter de São Paulo para fazê-lo. Mas por que será que não escolheram uma repórter local? Qual terá sido o motivo dessa decisão? Será que eles pretendiam dar mais credibilidade ao quadro? Será que essa escolha foi por que nosso sistema de comunicação está ainda ganhando seu espaço? Com todos esses questionamentos é como se estivéssemos afirmando que o povo não confia num repórter da Paraíba. É como se a Rede estivesse dizendo: “Nós trouxemos alguém de fora para ser o herói de vocês!”. E é isso mesmo o que o quadro quer passar para sua audiência, que confia na Rede Paraíba, pois esta vai até ela através d’O Calendário e consegue uma solução para os casos abordados. O Calendário vai ao encontro do povo para ajudá-lo. É como se representasse os próprios governantes.

Porém, mesmo com uma super valorização do quadro pela população, sabemos que há defasagens e o espaço para a solução dos problemas é reduzido. Eles escutam as reclamações do povo, dão espaço para que reivindiquem, mas não é o suficiente, tendo em vista que só resolvem aqueles problemas mais fáceis de se buscar uma solução, que dão retorno mais rápido à população, como: ruas sem asfaltos, sem calçamento, com buracos, ou seja, problemas que, de certa forma, são superficiais, não tendo tanta importância quando comparados aos que realmente importam para o bem estar da população. Como exemplo, podemos citar a questão da segurança, da saúde, da construção de escolas, e por aí vai. Esses são os problemas que realmente afetam o povo e que demandam tempo, talvez seja por isso que não entram no quadro, como se eles não pudessem resolver, como se a população não soubesse esperar até a resolução, como se só fossem válidas soluções rápidas, que demandem alguns poucos dias ou um dia apenas.

A escolha dos bairros é um processo digno de observação também, já que é constatada uma tendência da emissora em estar presente nos bairros de classe média ou alta. Quando sabemos que são nos bairros de classe baixa que encontramos os maiores problemas. A população desses bairros realmente necessita de ajuda, de apoio, de uma solução, de uma voz. Mas que voz é essa na qual o referido quadro tanto fala? Que voz é essa que parece mais calar a população do que ouvi-la? Como já foi dito anteriormente, quando eles vão aos bairros é para resolver problemas supérfluos, de menor visibilidade. Contudo, parece que já é o suficiente para a população, que se contenta com a solução desses pequenos problemas e não luta pelo que mais necessita. A população se acomoda com essas simples soluções. Então, será que isso é ser a voz do povo? Será que o quadro está realmente cumprindo com sua proposta de ouvir a população? Tenho certeza que não. (Stephanie Araújo, aluna da disciplina Direção de Programa de TV-1, da UFPB)

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

domingo, 20 de novembro de 2011

“Seminário de mídias – Sistemas e regulação na Paraíba”

O texto seguinte é uma colaboração da aluna Stephanie Araújo, mat. 10913456, da
disciplina Direção de Programa TV-I, do Curso de Comunicação Social - Demid/UFPB.

Juntamente com os colegas de turma e aluna do professor Alex Santos, na disciplina Direção de Programa de TV-1 do Curso de Comunicação Social, da UFPB, e visando ampliar os nossos conhecimentos sobre os informes dados em sala de aula, fomos solicitados a participar do “Seminário de mídias – Sistemas e regulação na Paraíba”, que aconteceu na semana que passou, no Auditório 411 do CCHLA.
No segundo e último dia de apresentações, nós pudemos discutir, no primeiro momento, um pouco e de forma geral a respeito da Rede Paraíba de Comunicação. Posteriormente, buscamos analisar um quadro do JPB (Telejornal da Paraíba), o Calendário, onde fora dada ênfase à proposta deste, trazendo questionamentos bastante positivos para os estudantes da área. Todas as explanações dos apresentadores foram feitas com clareza e objetividade. Logo no início nos foi apresentado o histórico dessa ampla Rede, onde destacamos a união entre a TV Paraíba, de Campina Grande, e a TV Cabo Branco, de João Pessoa. A primeira comprou esta última e gerou esse sistema tão abrangente de comunicação.
A programação desse sistema de comunicação veio logo em seguida, na apresentação, e pudemos conhecer em linhas gerais os programas veiculados pela Rede. Dentre eles, é válido destacar o Bom Dia Paraíba, que é um telejornal dinâmico que exibe notícias locais; o Paraíba Notícia - que é similar ao Globo Notícia da Rede Globo -, que transmite uma série de notícias, de maior destaque, ou melhor, aquelas que têm maior visibilidade, durante o intervalo da programação, em apenas cinco minutos, no máximo.
Temos ainda o JPB, que representa o telejornal de maior audiência aqui no Estado da Paraíba, tendo duas edições durante o dia. Um quadro desse telejornal que merece destaque é o Fala Comunidade, que traz uma proposta de ajudar as comunidades mais carentes de João Pessoa, mas, na verdade, o objetivo da criação do quadro está muito ligado à perda de audiência por parte da classe mais baixa da sociedade. Logo, o que se pretendia e ainda pretende-se é “puxar” mais a audiência desse seguimento social da população.
Ainda, no que se refere à programação da Rede Paraíba de Comunicação, é destacável o Globo Esporte, com uma duração de apenas oito minutos, que mostra o cenário esportivo da Paraíba e do Nordeste também. Da programação televisiva desse sistema de comunicação, também devemos ressaltar que a Rede possui duas emissoras de rádio e um portal na internet, o G1 Paraíba, que nos informa notícias sobre o Brasil e o mundo. Isso sem falar no seu jornal impresso, o Jornal da Paraíba, um dos mais comercializados no estado. As duas emissoras de rádio apresentam uma grande divergência entre elas, já que uma, que é a Cabo Branco FM, é voltada para as classes mais altas da população, ou seja, as classes A e B, e a outra, Paraíba FM, voltada para o público da classe baixa, tocando músicas mais populares. Tudo isso só nos mostra o quanto essa Rede é abrangente e dominante aqui no estado.
Outro aspecto a destacar, por fim, é que as emissoras televisivas desse amplo sistema já transmitem uma qualidade de imagem e de som em HD, desde 2009, quando foi concedida a concessão para esse tipo de transmissão. (Retornarei ao assunto, proximamente – ).
ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sábado, 5 de novembro de 2011

“Capitães da Areia”: uma abordagem audiovisual

Cena do filme "Capitaes da Areia"
O texto seguinte é uma colaboração da aluna
Stephanie Araújo, mat. 10913456, da disciplina Direção de Programa TV-I, do Curso de Comunicação Social - Demid/UFPB.

 Todos nós sabemos que a obra de Jorge Amado, Capitães da Areia, é fantástica, completamente bem feita e capaz de prender o leitor até o final do
livro. Sem falar que é uma leitura obrigatória para estudantes de todo o país, sendo, com certeza, um dos livros mais conhecidos do autor, com uma rica história e com ricos personagens, cada um com suas especificidades e sua importância na narrativa. Os vários temas abordados na época, em 1930, ainda hoje são atuais. Os capitães da areia ainda existem nas ruas do nosso Brasil. Agora imaginem só a complexidade de transformar essa obra literária num filme. Imaginaram? Não é
mesmo uma tarefa muito fácil, não é? Aliás, adaptar qualquer obra literária para o cinema sempre será uma missão difícil, passível de muitas críticas negativas. No entanto, uma pessoa muito especial se encantou pela obra de Jorge Amado, aceitando o desafio de levar Capitães da Areia para as telonas. E essa pessoa é simplesmente a neta do autor, Cecília Amado. Quanta pressão, hein? Além do livro apresentar uma enorme complexidade, a diretora do filme é neta do
autor do livro, o que fez muitos acharem que ela tinha a obrigação de fazer um filme à altura de seu avô. Na minha humilde opinião, ela conseguiu.
O filme “Capitães da Areia”, pelo menos para mim, merece muitos elogios. Foi muito bem produzido e dirigido. Isso sem falar da fotografia e trilha sonora que são espetaculares. A trilha sonora, feita por Carlinhos Brown, é um show à parte, se encaixando perfeitamente em cada cena do filme, e contribuindo com a emoção do telespectador que se deixa levar pelas canções e pode viajar um pouco no mundo daqueles meninos de rua. Por falar nisso, os personagens principais do filme são representados por meninos de Salvador pertencentes à ONGs da Bahia, e que moram em comunidades, ou seja, que são carentes. A autora do filme optou por trabalhar com não atores justamente pelo fato de querer aproximar a realidade desses meninos com a dos personagens do livro, até porque não temos no Brasil muitos atores profissionais na faixa etária de 14 a 16 anos que se encaixem no perfil dos personagens. Logo, Cecília Amado buscou nas ONGs da Bahia os seus capitães da areia. O fato dos personagens principais do filme não serem atores de cinema, fez com que muitas pessoas criticassem negativamente a atuação dos meninos na tela. É perceptível, em algumas cenas, que não estamos vendo atores profissionais, mas
podemos observar, quando a história avança no tempo, que a atuação dos meninos
evolui e tudo fica mais natural e gostoso de ver.
É óbvio que num filme de 1h e 40 min não dá para abordar todo o universo do livro, por isso a autora do filme nos mostra apenas uma fase da história dos capitães, quando os meninos estão passando para a fase adulta. Isso tudo é feito de forma muitas vezes aleatória, diferente do livro, que conta a história de forma linear. Contudo, é totalmente compreensível a mensagem do filme, e podemos nos prender nas poltronas até o desfecho da trama. Até quem não leu o livro de Jorge Amado é capaz de entender perfeitamente o filme e se apaixonar por essa história e por esses personagens.
O filme “Capitães da Areia” é muito emocionante, engraçado e envolvente. Triste é o fato de saber que os capitães da areia estão vivos nesse país. Mas vale a pena conferir essa obra de Cecília Amado, que nos mostra os personagens do livro vivos ali na tela. Com certeza, a neta de Jorge Amado merece muitos elogios por ter encarado esse desafio com tanta seriedade e dedicação, e, a meu ver, tendo se saído muito bem. Além disso, depois desse filme, muita gente vai querer adquirir seu exemplar do livro. Um ponto muito positivo, já que atrai as
pessoas para a leitura.
Enfim, espero que tenham gostado do texto e, por favor, comentem, critiquem, discordem. A opinião de vocês é sempre muito importante e bem-vinda. Ah! Só para reforçar: assistam ao filme quando estiver disponível em DVD. Nós devemos valorizar e prestigiar mais o cinema nacional.

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Cinema










O texto seguinte é uma colaboração da aluna Stephanie Araújo, mat. 10913456, da disciplina Direção de Programa TV-I, do Curso de Comunicação Social - Demid/UFPB.

"Cinema: novas tecnologias, novas linguagens

O cinema teve sua origem em 1895, com uma proposta documental que se refere à reprodução do movimento dos seres vivos sob a forma de imagens pintadas ou fotografadas, o que representou, para a época, algo extremamente novo, moderno. O cinema é a tecnologia que inaugura a imagem em movimento. Isso causou um estranhamento por parte da sociedade, como sempre ocorre com o surgimento de novas artes. Esse estranhamento é comum e deve existir. Pelo menos esse é o meu ponto de vista: toda arte tem que inquietar e causar questionamentos, reflexões.
É totalmente perceptível e normal o diálogo entre o cinema e seus predecessores, que são: a fotografia, o teatro, a pintura e a literatura. Todos contribuíram de forma significativa com a linguagem do cinema na época de seu surgimento. Por exemplo, a pintura influenciou com sua profundidade e cor, e a literatura serviu como fonte criativa. Todo esse diálogo era muito forte na época, mas ainda existe hoje em dia. Não é só porque surgiram novas mídias ou tecnologias que o cinema deixará de “beber da fonte” de seus predecessores.
A linguagem cinematográfica até 1927 era construída através de imagens e textos. O som não era um elemento central na documentação dos fatos e nem na construção das narrativas, que teve início em 1903, ano de surgimento do cinema narrativo com Edwin S. Porter.
Quando o filme “The Jazz Singer” é lançado em 1927, inaugura-se uma nova forma de se fazer cinema, na qual o som é um elemento muito importante na narrativa. O modo de contar uma história através das telonas agora se diferenciava daquele em que não oferecia ao público um elemento que hoje é essencial para o cinema: o som.
Com a entrada desse novo elemento, tem-se a necessidade de ordenar os significantes. É onde entra o papel fundamental da montagem. Esta é feita de modo muito artesanal, ainda nos dias atuais. Com o som, o filme passa a ser montado, já que a película cinematográfica apenas filma as cenas. O áudio é colocado depois, na montagem.
Logo quando surgiu, o som no cinema era projetado por uma enorme máquina chamada vitaphone, que foi aperfeiçoada anos mais tarde, em 1931, pelo movietone, que é o registro do som impresso na própria película, diluindo o chiado e a dessincronização. Há uma evolução extremamente perceptível na qualidade do áudio, mas sempre há o que melhorar quando estamos nos referindo a esta questão. Os anos 90 estão aí para provar isso com o lançamento, em 1992, da tecnologia Dolby Digital. Uma verdadeira revolução quando se trata do som no cinema, que nos dias de hoje é tão fundamental quanto a própria imagem.
O cinema sempre dialogou com seus predecessores, como já foi mencionado anteriormente, mas existem outras possibilidades, outras tecnologias que também devem se comunicar com a linguagem cinematográfica. É o caso da televisão, do vídeo e dos sistemas digitais de um modo geral. Todas essas tecnologias dão uma nova “cara” para o cinema, que precisa estar sempre seguindo esse tipo de novidade, acompanhando a modernidade, fazendo esse diálogo com outras mídias e artes, para que possa sobreviver no mundo atual extremamente tecnológico e inovador. É necessário e essencial para o cinema estabelecer um diálogo com as evoluções tecnológicas, com as novas mídias, sem deixar de lado aspectos que dizem respeito à linguagem, já que novos suportes tecnológicos exigem novas linguagens, novas formas de narrar/contar uma história. O cinema é uma arte que sabe fazer muito bem isso e não é à toa que ainda é uma opção muito forte de lazer, presente no cotidiano das pessoas que querem consumir essa arte cada vez mais. O acompanhamento do cinema em relação à evolução tecnológica propicia sua fixação ao longo dos tempos. O mundo evolui, as tecnologias evoluem, as pessoas evoluem, então porque o cinema ficaria de fora desse processo?"


ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta. E-mail: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sábado, 8 de outubro de 2011

IV FestCine do Semiárido divulga selecionados














Uma comissão formada por membros da Organização do IV FESTCINE DIGITAL DO SEMIÁRIDO, da Empresa AS Produções Cinema e Vídeo, promotora do certame, da Academia Paraibana de Cinema e de mais duas instituições culturais do Estado, concluiu neste final de semana a seleção final dos vídeos que vão participar da mostra competitiva e da programação do certame, que terá exibições públicas e gratuitas em quatro Estados do Nordeste – Paraíba, Pernambuco, Cerará e Rio Grande do Norte. O patrocinio do BNB - Banco do Nordeste do Brasil.
Dentre o grande número de inscritos, que este superou as expectativas da organização do festival, dez foram classificados e passarão agora pela votação do público assistente durante as sessões, que acontecerão nas cidades interioranas dos quatro estados acima relacionados. As melhores obras representativas da região do Semiárido nordestino, também ganharão prêmios e troféus, no final do ano, dentro da programação do Dia Mundial do Cinema (28 de dezembro) promovido pela Academia Paraibana de Cinema, na Sala Cine Digital do Espaço Cultural José Lins do Rego, em Joao Pessoa.
Os vídeos selecionados, segundo informou a Comissão Oficial do certame, constam de 5 (cinco) Documentários e 5 (cinco) Ficções. São 10 (dez) obras ao todo, que vão fazer parte de toda a programação itinerante do IV FesCine Digital do Semiárido. Os selecionados são:

MÓDULO I – FICÇÃO

“FOLHAS” – De Deleon Souto (15 minutos). Sinopse: Um segredo envolve a vida de Rafael. O menino vive conflitos familiares e seus mistérios são revividos em meio às folhas de uma árvore também misteriosa.

“DESASSOSSEGO” – De Marco Di Aurélio (14 minutos) Sinopse: Rodado no Lajedo do Pai Mateus, região do Cariri paraibano, sem uso de palavras o filme provoca um olhar na distância que separa o Homem e a Máquina.

“ANTONIHA” – De Laércio Ferreira Filho (15 minutos). Sinopse: Versa sobre as angústias de um coronel sertanejo envolvido com problemas da “seca verde” a as inesperadas situações de uma astuciosa e bela jovem.

“MAIS DENSO QUE SANGUE”–De Iam Abé (15 minutos) Sinopse: Tendo como local as cercanias da “Roliude Nordestina”, o vídeo trata dos ritos religiosos de uma cidadezinha e o poder do “colt” como acerto de vida.

“O HOSPEDE” – De Anaçã Agra e Ramon Porto (15 minutos) Sinopse: Na típica pousada de uma cidadezinha do interior nordestino, um estranho hospede provoca muitas indagações sobre sua enigmática presença.

MÓDULO II – DOCUMENTARIO

“PALMEIRA DO SERTÃO” – De Durval Leal (5 minutos). Sinopse: Historia do dia-a-dia de Chico Miguel, que desde criança trabalha na exploração comercial da Carnaúba. Poesia e otimismo numa exploração consentida.

“CINE ZÉ SOZINHO” – De Adriano Lima (15 minutos) Sinopse: Relato sobre “Zé Sozinho”, amante da Sétima Arte, conhecido “passador de filmes” nas pequenas cidades do interior do Nordeste. Vida contada em depoimentos.

“TRAVESSIA” – De Kennel Rógis (14 minutos). Sinopse: De forma poética, o vídeo mostra a saga cotidiana de Dona Tereza, Zé Nilton e Jackeline Batista, do sitio Campinada, na travessia pelas ‘aguas do velho Coremas.

“MATO ALTO: PEDRA POR PEDRA”– De Arthur Leite (15 minutos) Sinopse: Estória do sonho de um homem erguido, pedra por pedra, no sertão alto do Ceará. Narra sobre “as ruinas de um tempo e de uma saga familiar”.

“NA CABEÇA DO POVO” – De Helena Maria Pereira (15 minutos) Sinopse: Trajetória de vida, saga e imaginário social sobre o famoso cangaceiro Chico Pereira e a morte de seu pai nos sertões nordestinos.


ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sábado, 1 de outubro de 2011

Sobre Cinema e Televisão












NOTA – Poucas são as oportunidades que temos, em sala de aula, de “garimpar” alunos talentosos. Sobretudo, numa Universidade Pública e gratuita. Mas, de quando em vez é possível que isso aconteça, realimentando nossas esperanças de que somos realmente compreendidos em nossas propostas de ensino. O texto seguinte é um desses resultados que, a rigor, sempre tenho buscado alcançar durante minhas aulas, na UFPB.

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Cinema X Televisão: a relação desses meios midiáticos com o público.
Antes de abordamos a questão do público e sua relação com o cinema e a televisão, é importante deixar claro que as duas mídias mencionadas também se diferenciam no que diz respeito a ser ou não uma arte. A televisão não é uma arte e sim, de um modo geral, um meio de comunicação voltado para o mercado, que depende da aceitação da audiência para que continue a entrar em nosso lar. Se o telespectador não consumir o que é veiculado na TV, se ele não tiver interesse em assistir a determinado programa, com certeza este não terá mais espaço na emissora. Mas é claro que dentro desse aspecto não entram aquelas emissoras que têm uma preocupação educacional e cultural, pois são dedicadas a um público específico e a proposta que trazem é outra. Não querem a audiência dos programas populares.
Por outro lado, no que se refere ao cinema, podemos afirmar que se trata sim de uma arte, capaz de inquietar as pessoas, causando questionamentos. O cinema é uma obra acabada, feita não necessariamente para agradar o público. Contudo, não vamos ser hipócritas ao ponto de dizer que um filme não quer ter uma boa audiência e, consequentemente, um lucro que cubra todas as despesas gastas para fazê-lo. Porém, o objetivo desse texto é ver como se estabelece a relação entre o cinema, a televisão e o público a partir de um ponto de vista diferente. E é justamente no tocante ao público que podemos afirmar que o cinema, apesar de visar um retorno da audiência, não depende dela para ser feito. O que se precisa, no primeiro momento, é de um bom produtor disposto a literalmente comprar esse produto/filme. Se esse profissional acreditar no aceitamento do público, com certeza irá financiá-lo. Contudo, só saberemos se houve aceitação ou não depois da obra finalizada. É um risco que se corre. Se o público comprou aquele filme, ótimo, e se não comprou, pior para quem colaborou com a obra. Esse é o problema do cinema. Por ser algo finalizado e entregue ao público, não há mais como ser modificado.
Considerando agora a relação estabelecida entre o público e a televisão, temos uma outra visão, oposta à apresentada até então. O público é quem “manda” na TV comercial. Se um determinado programa não dá audiência, o telespectador pode ser consultado para modificá-lo e, se mesmo assim a audiência continuar baixa, o programa é retirado do ar. Um grande exemplo da importância da audiência no que é transmitido nesse meio comunicacional é a telenovela. A narrativa desse produto é construída conforme a opinião do público. Isso sem falar nos produtos vendidos nas telenovelas, não só produtos, mas ideias, ideologias, cortes de cabelo, gírias, músicas etc. O que nos mostra, mais uma vez, que a televisão é um produto mercadológico, no qual o público interfere diretamente.
A partir dessas exposições, podemos chegar a uma conclusão resumida de tudo isso: a televisão é uma mídia vulnerável, que pode sofrer mudanças pelo público para atingir esse mesmo público, gerando audiência ampliada e lucro. Já o cinema é uma obra fixa, acabada, o que representa uma “arte de risco”, por poder agradar ou não a quem o assiste. (Stephanie Araújo é aluna da disciplina Direção de TV-I, do Demid/UFPB).
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ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Semiárido nordestino é tema de festival

















O IV FestCine Digital do Semiárido será realizado no próximo mês de outubro em quatro Estados do Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará), estendendo-se até o começo de novembro deste ano. A exemplo das três versões anteriores (2008 a 2010), o FestCine tem por objetivo selecionar e apresentar publicamente vídeos em suporte digital focados exclusivamente na temática do semiárido nordestino. Todas as obras são exibidas em mídia DVD, com duração máxima de 15 minutos.
Repetindo o sucesso do ano passado, inscreveu-se um grande número de vídeos. Os concorrentes não têm limitações quanto aos gêneros, podendo ser de caráter documental, ficcional, animação, videoclipe e experimental. As obras inscritas e selecionadas serão exibidas em dias determinados pela coordenação, em cada cidade onde se realiza o certame. O Festival é uma realização da Empresa AS Produções Cinema e Vídeo, com apoio decisivo da Academia Paraibana de Cinema e patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil.
Diversos cenários de possibilidades técnicas e de criação na área do audiovisual têm se confirmado, com a realização do FestCine Digital do Semiárido. Trata-se de um esforço da iniciativa privada, com apoio de instituições oficiais, a exemplo do Instituto do Semiárido, Universidades paraibanas e o Sebrae. O festival tem ensejado um positivo diálogo entre as mais diversas camadas sociais, tendo como referência os múltiplos problemas regionais. O projeto se encaixa, em todos os aspectos, nas linhas de investimentos e prioridades oferecidas pelo BNB, notadamente no atendimento aos municípios mais carentes, como os que vão sediar o evento, no que se refere à criação artística e mão de obra especializada.
A escolha dos filmes inscritos é feita em pré-seleção por uma comissão representativa de órgãos de imprensa e da Academia Paraibana de Cinema. Posteriormente, complementada pelo público, em votação nos locais das exibições e por computadores. A premiação é feita sempre no final do ano, no Dia Mundial do Cinema, na sede da APC no Espaço Cultural José Lins do Rego. Os vencedores receberão os seguintes troféus: Walfredo Rodriguez, João Córdula e Machado Bittencourt.

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Arte de Areia: Neblinas de um festival



















O Festival de Arte de Areia está de volta. É o primeiro neste novo Século. Retoma o seu espaço de origem, de onde jamais deveria ter saído. São os ares serranos, neblinados e verdes do Bruxaxá que fazem a sua beleza e singularidade. Sua cenografia incomparável – as igrejas, o Teatro Minerva, o casario colonial com suas ladeiras... Tudo é Cinema! Em respeito à memória do seu próprio limiar não se deve omitir, ou pelo menos esquecer, o que o festival ainda representa para a vida cultural e artística da nossa indelével Parahyba.
Se terá sido verdade que a cultura e as artes paraibanas tiveram sempre altos e baixos, verdade também é reconhecermos que alguns segmentos foram muito mais atuantes e bem sucedidos que outros, a partir do Festival de Areia. Do Teatro à Dança, da Literatura à Música, da Fotografia às Artes Visuais e Escolas de Cinema. Este, até pela força da sua natureza formal, artesanalmente construtiva e não menos paraibana e diferenciada de ser. E aqui faço uma referência mais que merecida à memória do cineasta Machado Bitencourt, que, nos dois primeiros anos da década de oitenta, estando eu à frente do festival, em suas quarta e quinta versões –coordenando cinema e o professor José Octávio de Arruda Mello na Coordenação Geral, sendo posteriormente o teatrólogo Raimundo Nonato batista, pela DGC – introduzimos pela primeira vez no festival a chamada “prata da casa”. Com isso, destacando os valores da Cultura local. Vez que a preferência de antes era por figuras de outros estados, também importantes, mas que alijavam, em parte, as nossas potencialidades. Nos chamados tempos dourados do Festival de Areia (início dos anos 80), medidas estruturais foram reformuladas. Uma delas, em respeito a uma valorização maior das nossas competências e capacidades culturais e artísticas. Manifestações coletivas e pacíficas dos quantos participavam do festival houve de acontecer. Importante moção discutida e aprovada em assembleia geral por todos os integrantes inscritos foi endereçada ao então governador. Nela, a exigência de um olhar mais objetivo e urgente do Governo do Estado para a situação do Cinema Educativo da Paraíba. Sobre a vergonhosa condição material e estrutural em que se encontrava o tradicional órgão da Secretaria de Educação e Cultura, malgrado o esforço hercúleo da figura do seu (sempre) Diretor João Córdula, em ainda tentar mantê-lo. Sobre tal situação do CEPb, os coordenadores e participantes, diante do que foi apresentado e discutido, por ocasião do VI Festival de Arte, em Areia, registraram de público que, “Dentre os organismos componentes da Secretaria de Educação e Cultura, certamente nenhum nesses últimos anos prestou tão relevante serviços a todas as áreas do conhecimento humano, quanto o CINEMA EDUCATIVO DA PARAÍBA, ainda dirigido pelo cineasta e homem de cinema JOÃO CÓRDULA”.
Ainda sob o mesmo foco de preocupações, durante muito tempo se discutiu sobre a possibilidade de existir ou não um cinema tipicamente paraibano. A rigor, melhor seria reconhecer-se a premissa de uma atividade cultural que, por razões óbvias, tende a passar essencialmente pelo crivo empresarial/industrial, para que possa realmente ter voz e vez. E esse não terá sido o caso do nosso cinema (seja ele “paraibano” ou, simplesmente, “feito na Paraíba”), até porque, em verdade, este cinema sempre dependeu de uma finalização e de um olhar mais criterioso dos poderes públicos.
Hoje, nesse mesmo certame, em que pese o real e importante significado do seu retorno à terra que o viu nascer, constata-se que a Arte CINEMA, infelizmente, vem de ser minimizada ao oportunismo de emergentes tecnologias e ao diáfano do Audiovisual, e que não dispomos mais dos espaços e do glamour de antes. Coisas de uma nova geração...

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

IV FESTCINE DIGITAL DO SEMIÁRIDO










INSCRIÇÕES PRORROGADAS

A comissão organizadora do FESTCINE DIGITAL DO SEMIÁRIDO comunica que o período de inscrições foi prorrogado até o final deste mês de Agosto de 2011.
Algumas situações consideráveis foram determinantes para esta decisão, dentre elas a coincidência de datas com outros eventos, não possibilitando o acesso de mais realizadores no certame, cuja data de realização permanece assegurada em quatro estados do Nordeste – Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.
A busca pelo aperfeiçoamento e atualização de suas atividades, além de um melhor enquadramento no calendário de festivais de cinema, também foram fatores analisados pela comissão.

Atenciosamente
Comissão Organizadora IV FESTCINE DIGITAL DO SEMIÁRIDO


terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Comunicação e os Direitos Recíprocos








Observe o desconforto visual que esta imagem borrada provoca. Pode-se usar recursos menos drásticos na preservação da identidade.

Enquanto cidadão brasileiro tenho direito à boa imagem, literalmente. Não menos a televisiva, que me passem diariamente, nos mais variados gêneros de programas. Este é um direito incontestável, inalienável. O mesmo direito que tem a mídia de veicular o tema que lhe seja de interesse em dar, ou não, o melhor Ibope. Uma coisa, contudo, deve ser observada: existem limites, também, para o que chamam de Direito de Imprensa. Os direitos são recíprocos, não só por recursos jurisprudenciais, mas, em sentido lato, pela exigência do Direito Natural das Pessoas e das Coisas.

Não discutiria aqui, não obstante, os “direitos” de mercado da mídia, mesmo em sendo jornalista profissional havia quarenta anos. Discuto, sim, como venho fazendo há tempos, o direito do telespectador em receber, em Imagem, o melhor que a mídia eletrônica não apenas possa, mas deva lhe dar, até por obrigação. Direito e Obrigação, em Comunicação, é uma via de mão dupla. Para a mídia e para o telespectador, este que permanece sem resguardo algum ao que adentra a sua própria casa todos os dias, em informação televisada.

Digo isto pegando um “gancho” do que comentou esta semana o articulista Anco Márcio, no seu site, ao mensurar questões relacionadas ao comportamento de alguns repórteres de uma de nossas tvs locais. Não entrarei no mérito da então imprudente espetaculação televisiva. Mas, na FORMA como estão sendo mostradas, abusiva e desrespeitosamente algumas imagens com pessoas sendo entrevistadas. Aliás, bom que se diga, uma prática que não tem sido usada apenas na Paraíba.

Sou uma pessoa de Cinema, por isso mesmo vejo a construção da Imagem sob o olhar de um profissional que respeita o direito de quem nos assiste. Tenho alertado aos meus alunos na UFPB sobre o fato de que, uma boa imagem consegue passar muito mais em informação que outra desprovida do mínimo de gramática visual na sua forma. Na sua maneira de construção. E como diz a máxima: “Uma imagem diz mais que mil palavras”. Sou daqueles a entender que a Imagem é tudo!

Já tive oportunidade de expressar, através deste mesmo espaço, a minha reiterada decepção a determinados e constantes recursos usados na mídia visual, para encobrir a identidade de quem é entrevistado. Reconheço, até em respeito à constitucionalidade que o recurso exige a necessidade da preservação da imagem de alguém na tv, por questões de segurança, etc. e tal... Não obstante, entendo que não se deve – e isto é DEVESER, no processo da Comunicação – menosprezar o Telespectador.

Na Arte Visual, a forma de se construir uma imagem usando o bom gosto é muito vasta. Cabe a quem for construí-la dar BELEZA INFORMATIVA. Construí-la inteligentemente, mesmo através de uma veiculação imediata, como é o caso do telejornalismo. Uma imagem borrada intencionalmente, fora de foco o tempo todo na tela, entendo ser um desrespeito a quem a assiste. O imediatismo da informação não terá sido desculpa para que não se possa construir um boa imagem. Mesmo nos nossos telejornais. Ao contrário, é incapacidade e burrice de quem assim o procede. Será que nossas tvs ainda insistem em permanecer sem um Diretor de Arte capaz. Eu disse CAPAZ; não confundir com Competente. Deixo a todos, avaliarem este significado.

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, advogado, professor e cineasta. E-Emails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.be

sexta-feira, 29 de julho de 2011

De cinema ou não, a perda de um grande amigo













Existem situações na vida real que são comparáveis a de um filme. Quer sejam situações de alegrias ou de tristezas. Daí a razão deste enfoque, dentro de uma coluna que trata fundamentalmente de cinema. De cinema ou não, eis a questão, um registro que se faz particular e sentimentalmente necessário. Recentemente vivi uma dessas situações com o falecimento de um amigo. Um velho e querido amigo de longas datas.

Colombiano de nascimento, mas, de coração paraibano como poucos, ele esteve sempre à frente do seu tempo. E não só pela ousadia na criação artística que praticou, mas pelos argumentos que sempre defendeu. Arquiteto por formação, com exercício em muitas das obras que hoje alimentam a paisagem da nossa urbe, houve de utilizar as cores e as formas sob um diferencial sempre genial.

Eu o conheci já professor de História da Arte na Universidade Federal da Paraíba, ainda na gestão de Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque. Sempre alegre, bonachão e de “língua embolada”, como dizia o meu pai “Alexandre do Cinema”, Luiz Alfonso Diaz Bernal foi daqueles amigos que jamais de pode “olvidar” – isto, para que possamos empregar um dos vocábulos que lhe era originalmente pátrio.

Editor de Cultura do Segundo Caderno de O Norte (final do anos 70, fase de ouro dos Diários Associados, na Paraíba), mas com um pé dentro da UFPB, na Assessoria da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários, que funcionava no prédio onde hoje é o INSS, foi-me possível manter os primeiros contatos com Alfonso Bernal, à época Diretor do Núcleo de Arte Contemporânea (NAC). E quantas viagens fizemos à Cidade de Areia, durante os tradicionais festivais de Arte, numa delas inclusive em companhia de nossas famílias.

Lembro até de um fato pitoresco acontecido numa de nossas estadas na cidade de Areia. Houvemos de nos hospedar, juntamente com nossas famílias, no recém inaugurado Hotel Bruxaxá. No café da manhã seguinte, ao se aproximar da nossa mesa o garçom foi toda a atenção possível. Bernal, então, solicitou dele ovos “à lá coque”. Qual foi o incontido pânico do moço, em saber o que era “ovo à lá coque”. Retirou-se, demorou bastante para atender ao pedido, retornou alegando: – “Desculpe, Senhor, mas a dispensa do hotel ainda não tem o “lá coque” solicitado”. O fato gerou verdadeira descontração entre nossos familiares à mesa (Lili, Emy e filhos), mais ainda, porque Bernal teve que chamar o Maitre para acudir o pobre garçom...

Em outra ocasião, a versatilidade comunicativa do amigo Bernal mais uma vez aflorou. Numa de nossas hospedagens na Escola de Agronomia no campus da UFPB, à noite resolvemos caminhar e dar uma voltinha na cidade. Areia estava diferente, sob uma neblina que dava gosto. Três metros à frente do nariz não se enxergava nada. Lá chegando, Bernal me disse: – “Alex, vamos pegar uma “burrinha?”. Qual foi a minha surpresa, alegando não gostar de montar em animal, muito menos à noite. O amigo Bernal olhou pra mim e simplesmente riu... Em verdade, terminamos aquela noite pegando várias “burrinhas”: Mini-garrafas de pinga do brejo, acompanhadas com uma boa carne-de-sol acebolada.

Em um de seus livros publicados (“Reflexões”), o amigo Bernal assinaria a gratidão de nossa amizade: “Aos amigos Alex e Eliane, meus amigos de toda vida”. Uma amizade, assim, só se aparta com um acontecimento cinematográfico!

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

domingo, 10 de julho de 2011

INSCRIÇÕES AO FESTCINE CONTINUAM ABERTAS












Wills Leal em Cabaceiras

As Inscrições Prévias das obras que concorrerão aos prêmios e troféus do IV FestCine Digital do Semiárido, vão até 10 de agosto de 2011, através de ficha própria, no site: www.asprod.com.br (contato@asprod.com.br). Em seguida, a obra deverá ser enviada pelo Correio, até o dia 20 de agosto, em formato digital e suporte DVD, acompanhada de cópias da ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada, com dados técnicos dos realizadores, síntese do seu conteúdo e duas fotos (640x385, mín. 200 dpi) da obra.

Todo o material deve ser encaminhado para o seguinte endereço: AS PRODUÇÕES CINEMA E VÍDEO, Empresarial Maison D’Etuille, Av. Nego 96, Sala 108, Tambaú, João Pessoa, Paraíba, CEP 55039-100. As inscrições serão gratuitas e as obras inscritas não serão devolvidas, mesmo as que não forem premiadas, devendo fazer parte do acervo da Academia Paraibana de Cinema. A inscrição da obra implica na aceitação, pelo seu autor e representante, às regras do Regulamento do festival.

Uma comissão de especialistas em Cinema, Televisão e Vídeo procederá a seleção dos inscritos. Serão premiadas as melhores obras com os troféus “Machado Bitencourt” (documentário) e “Walfredo Rodriguez” (ficção). A entrega dos prêmios e troféus será realizada na Academia Paraibana de Cinema, em João Pessoa, com exibição pública das obras premiadas, no dia 28 de dezembro de 2011, Dia Mundial do Cinema.

Esta já é a quarta edição do festival, a terceira realizada pela Empresa AS Produções Cinema e Vídeo, com o patrocínio do BNB – Banco do Nordeste e coordenação geral do jornalista e escritor Wills Leal. Segundo Wills, devido ao sucesso que vem tendo o FestCine Digital do Semiárido, instituições outras, como o Governo do Estado da Paraíba, através de Secretaria de Cultura, têm mostrado interesse em participar do evento.

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Adeus às Lanternas... que engalanaram o Cinema










Cena do filme
"Lanternas Vermelhas"

Nessa época de festas, quando as atenções estão voltadas para o calor das fogueiras (dos glutões, para o sabor das comidas típicas), não é fácil alinhavar algumas palavras sobre Cinema. Mas, continuamos a insistir, até por dever de ofício. Num instante assim, nada como uma “dica”. E essa dica veio da minha filha, Alexandra: – “Papai, fale sobre lanternas!”. Não entendi bem a relação e o fundamento de sua sugestão, mas...

Foi aí que deu o estalo: Lembrei-me das lanternas dos projetores dos cinemas de seu avô Alexandre, meu pai, construídas por ele próprio, sob minha permanente, juvenil e deslumbrada admiração, e de outras tais lanternas, igualmente inseridas no contexto cinematográfico. Então pensei: Será que uma coisa tem relação com a outra? Mas, ponderei comigo mesmo. Dependendo de um ponto de vista pessoal, de uma motivação circunstancial, pode até ter. Isso depende do grau de comprometimento emocional que nos leve a estabelecer as relações devidas, entre um e outro motivo. Tipo de coisa que só é possível se mensurar, se explicar, a partir de um apelo aos nossos próprios/verdadeiros sentimentos.


Inicialmente, imaginei tal relação significativa, em razão das memórias de minha infância, quando mergulhava em fantasias indescritíveis, ao pendurar balões e lanternas na porta da minha residência, sob o olhar vigilante de minha mãe, Dona Maria José, na cidade de Santa Rita, e o sentir do cheiro da lenha queimando nas fogueiras de Santo Antônio, São João, São Pedro, e da pólvora dos fogos, em noites úmidas e orvalhadas.


Depois, lembrei-me das “Lanternas Chinesas” – Adornos luminosos e multicoloridos de origem e cultura orientais (das quais se originou o próprio Cinema), para enobrecer determinados ambientes e situações, outrora, muito mais que hoje, enfeites usados também nas nossas tradicionais festas juninas. Mas, agora, como estabelecer a relação entre um e outro significado da “lanterna”, vinculando o assunto ao Cinema de hoje, motivo real desta coluna?


Enfim, e aí está o Cinema – Além das lanternas de projeção do meu pai, fortes e indeléveis memórias, os simbólicos adornos orientais, cenográficos, de “Lanternas Vermelhas”, filme produzido no final dos anos noventa. – Em 1920, na China, um homem muito rico, que tem muitas mulheres. Quando escolhe com qual deseja passar a noite, coloca um sinal bastante chamativo na entrada de sua casa. Utilizando alegorias de um teatro marcado por códigos estéticos, o filme é emblemático. Nesses códigos estéticos, bastante sublimantes, estão as “lanternas”, que de chinesas passaram a ser, também, os códigos de minhas memórias.


Obrigado filha, pela dica tão oportuna!


ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor jornalista. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A cinematografia digital em novos tempos





Costuma-se afirmar que a maior virtude da indústria japonesa de eletro-eletrônicos é diminuir o tamanho e peso dos equipamentos, dando-lhes mais potencialidade e qualidade. Afirmação que tem um certo cunho de verdade, porquanto existir sempre naquela indústria de olhinhos puxados uma preocupação cada vez maior (e sempre demonstrada, tecnicamente) com o que se pode ter de melhor, notadamente no campo da digitalização de imagens e sons.

No mês passado, em Las Vegas, nos Estados Unidos, a Sony mostrou o seu mais recente brinquedinho eletrônico. Será a versão final da câmera Sony CineAlta 4K, que permitirá, finalmente, impulsionar a indústria de produção digital e todas as áreas de aplicação de apresentação, tal como a publicidade e sinalização digital, que há muito dispõem de displays e projetores com mais de 4000 linhas de resolução vertical. E, segundo a própria Sony, as surpresas não vão parar...

– Há algum tempo vimos usando equipamentos da Sony, acompanhando sua evolução tecnológica não só para fins profissionais, mas, também, com a curiosidade que devemos ter, principalmente de quem milita na área da produção audiovisual. Diz Alexandre Menezes, diretor da empresa paraibana AS Produções, afirmando: Recentemente estivemos em Paris (foto), para as gravações de um novo filme, utilizando equipamento também portátil, em HDV, de igual marca da Sony. A intenção da nossa empresa é continuar o sucesso de qualidade de imagem, que tivemos com “Antomarchi”, primeiro trabalho finalizado em Blu-Ray, na Paraíba.

Alguns informes já foram divulgados sobre a nova câmera da Sony. A exemplo de um sensor que vai gerar um sinal RAW, num espaço de cor com resolução 16-bit e amostragem 16:8:8. Isso vai permitir abranger, segundo especialistas, um espectro de cores superior ao de qualquer câmera digital. A câmera Sony 4K poderá gravar de 1 à 72 frames por segundo, com ramping, existindo um modo rápido de até 120 fps, que não compromete a resolução de 4K, uma vez que, constantemente se explora apenas uma parte da informação total do sensor 8K.

ALEX SANTOS é jornalista, cineasta e membro da Academia Paraibana de Cinema. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Equipe retorna de Paris das gravações de filme paraibano

O produtor Alexandre Menezes (direita) e parte da equipe.


Uma equipe técnica da empresa AS Produções Cinema e Vídeo acaba de retornar de Paris, onde foi gravar as primeiras cenas do novo filme que está realizando. O produtor Alexandre Menezes, titular da empresa e que liderou o grupo de cinco pessoas, incluindo atores, falou da diferente sensação que é gravar as imagens na Capital francesa. Segundo ele, apesar do tempo bom, por ser primavera em Paris, a equipe se defrontou com alguns obstáculos, o que foi muito natural, principalmente quando se grava ou filma também em via pública.
– Mas, deu tudo certo e como estava no script. Afirma Alexandre.
Cenas gravadas dentro dos metrôs e do Bateaux-Mouche, nas praças da Concórdia, Torre Eiffel e dentro do Louvre, nos amplos jardins de Versailles, também nas escadarias da Basilica du Sacré-Coeur de Montmartre, na Livraria Shakespeare and Co, às margens do Rio Sena e próximo à Catedral de Notre Dame, devem fazer parte da cenografia do filme, cuja estória tem início em Paris e termina em João Pessoa.
Focada no depoimento do principal personagem, a narrativa transcorre de maneira iconograficamente ilustrada, refletida pela visão de encantamento, também de suspeição de uma jovem escritora brasileira em visita à cidade de todos os seus sonhos.
Gravado em alta definição total (Ful-HD), o novo filme da AS Produções (ainda sem título confirmado) segue os passos de sua mais recente produção: “Antomarchi” – Ficção média-metragem de 30 minutos, finalizado em Blu-Ray, ganhador do Prêmio da Academia Paraibana de Cinema de 2010, e que deve chegar às locadoras (em DVD e Blu-Ray) já no próximo semestre.
Para Alexandre, esse novo filme da AS Produções representa mais um passo na realização de um cinema sério. Isto é, produzir uma Arte voltada à sua própria essência: o real entretenimento através da representação dos fatos e das pessoas, sem maior espetaculação ou pirotecnia. De forma sóbria e consciente, porém bela e intrigante, como deve ser a arte-do-filme.


ALEX SANTOS é professor e cineasta, membro da Academia Paraibana de Cinema. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sexta-feira, 13 de maio de 2011

TourFilm Brazil terá participação da Paraíba

O Tourfilm Brazil, etapa da América Latina e Caribe, do circuito mundial de festivais membros do Cifft (Comité International des Festivals du Film Touristique, com sede em Viena, Áustria), premia os melhores filmes de turismo do mundo. O evento será realizado em Florianópolis, Santa Catarina, entre os dias 19 e 21 deste mês. Nesta edição, os filmes inscritos são representativos de mais de 50 países. O Brasil se faz presente no certame, inclusive a Paraíba.

Mais de quinhentos filmes foram inscritos no festival, sendo classificados apenas 300, dentre eles o curta-metragem “Sansaruè Scenographic Citry” como um dos duzentos melhores. Originalmente narrado em inglês, mas com legendas em português e com duração de 3 minutos, “Sansaruè...” traz a marca paraibana da AS Produções Cinema e Vídeo. A mesma empresa que produziu o recentemente premiado média-metragem de ficção “Antomarchi”.

Na edição 2011, os filmes inscritos deverão concorrer em 16 categorias: Destinos Turísticos; Turismo de Natureza e Ecologia; Turismo de Aventura; Turismo Esportivo; Turismo de Eventos; Turismo Náutico; Hotéis e Resorts; Sabores e Aromas; Pessoas, Culturas e Tradições (onde se insere “Sansaruè...”); Turismo Religioso; Parques Temáticos; Transportes para o Turismo; Turismo em Animação e Cartoon; Filmes em 3D; Turismo Rural e Jovens Talentos (este somente para estudantes).

A Coordenação do certame informou que o objetivo maior é que mais cidades de Santa Catarina, além de outros Estados do Brasil, recebam mostras do evento, para que as pessoas possam conhecer o mundo em uma poltrona de cinema. Os interessados em receber o TourFilm Brazil Itinerante na sua cidade devem manter contato com seus órgãos governamentais ou trade turístico do município sobre o assunto. Seria o caso de o setor, na Paraíba, tomar uma decisão para trazer a mostra para João Pessoa.

ALEX SANTOS da Academia Paraíba de Cinema, professor e cineasta. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Paraíba está no TourFilm Brazil


Sansaruê Scenographic City”, filme de curta-metragem produzido pela Empresa paraibana AS Produções Cinema & Vídeo, sediada em João Pessoa, representará a Paraíba no TourFilm Brazil 2011, festival internacional que se realiza em Florianópolis, Santa Catarina, de 18 a 21 de maio. Com três minutos de duração e dirigido por Alex Santos, o filme mostra turística e cinematograficamente aspectos do litoral e brejo paraibanos como potencialidades do nosso Estado.

Originalmente narrado em inglês, mas com legendas em português, o filme destaca também a nossa cenografia natural, os costumes do seu povo, suas estórias e autores, seus artistas, figuras que fizeram a Parahyba transpor suas próprias fronteiras. Considerado pela Comissão Organizadora o maior evento de filmes turísticos do mundo, com participação de nada menos de 50 países, 24 estados, mais o Distrito Federal, o TourFilm Brazil 2011, recebeu representações de todos os Continentes.

“Sansaruê Scenographic City” foi um dos selecionados, dentre mais de quinhentos filmes inscritos para o festival. A Direção da Empresa AS Produções recebeu comunicado da organização do festival, esta semana, confirmando a escolha do filme “Sansaruê” e alegando ainda que o Tourfilm Brazil insere Florianópolis (Santa Catarina e o Brazil), no seleto grupo de sedes de festivais membros do CIFFT.

A promoção objetiva, igualmente: Promover a integração regional para a América latina, do segmento de filmes de turismo; Nivelar a qualidade dos filmes de turismo produzidos no Brasil e na América Latina, com os produzidos no resto do mundo; Aculturar o segmento de profissionais envolvidos na concepção e produção de filmes de turismo; Possibilitar a divulgação de filmes de destinos turísticos pouco conhecidos; Incentivar a produção de filmes em todos os municípios de Santa Catarina;

Constitui meta também da Organização do evento, trazer para o Estado, operadores, técnicos, profissionais e empresários ligados ao turismo e eventos. Promover a implementação de boas práticas no setor de turismo, em particular a preservação do meio ambiente, a responsabilidade social na atividade do turismo, bem como, criar uma base de vídeos de pontos e atrações turísticas de Santa Catarina e do Brasil, e disponibilizá-la na internet, para usuários do mundo todo.

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CINEMA, TV e INTERNET – SEMELHANÇAS DESSEMELHANTES








Não é de todo verdade a afirmação de que a Televisão seria hoje a principal diversão no Brasil. Existem fartas especulações neste sentido. Contudo, inovadores meios e formatos de produção e diversificadas mídias, certamente estariam abocanhando uma boa fatia do nosso mercado de entretenimento, além das televisões abertas, claro... As TVs à cabo e por satélite, sobretudo a Internet, são provas cabais de que a “telinha” não está assim com essa bola toda... O assunto, por si só, daria uma longa reflexão especulativa. No atual estágio das comunicações, o confronto de mídias audiovisuais nos remete, sintomaticamente, a outra semelhante questão evidenciada nos anos 80, entre o Cinema e a TV, com o fechamento de centenas de salas de projeção em todo país. Oportunidade em que se preconizava tanto da expressão, quase transformada em máxima: “A televisão fechou o cinema!”. Não sou, nunca fui e jamais serei adepto desse infundado escapismo. Em verdade, defendo a tese de que, a rigor, o que contribuiu mesmo para a diminuição do fascínio popular pelo cinema foi (e continua sendo) a impossibilidade dessa arte em superar suas próprias limitações técnicas frente às sofisticadas tecnologias atuais. Por conta disso, não expandindo assim uma melhor performance no tempo e no espaço, o que vem conseguindo fazer a televisão, obviamente, e os medias mais recentes, como a Internet, por exemplo, detentores estes da simplificação e da modernidade ao novo sistema audiovisual. Estatísticas mostram que, em mais de 20 anos, o cinema perdeu mais de cinqüenta por cento dos seus espectadores. Isto, em números reais significa dizer o seguinte: a freqüência ativa dos cinemas caiu de 13 mil para 7 mil espectadores. Um salto regressivo catastrófico para uma arte considerada anteriormente de massa. Os motivos dessa regressão já não são tão ignorados. Primeiro, as grandes salas de exibição deram lugar aos cinemas menores. Multiplex foram criados com sistemas digitais sofisticados de som e projeção, adotando novos formatos lingüísticos, além de acomodações devidamente climatizadas e mais confortáveis... Segundo, o grande público continuou afastado, agora, sob a alegação da alta do preço dos ingressos, da insegurança nos grandes centros e nos bairros, enfim, uma série de desculpas que podem até justificar, mas não convence de todo. Também, uma das raízes mestras do problema estaria certamente naquilo que acredito ser a ritualização dos atos humanos na busca do entretenimento. Existem formas de sentir, de viver, que estão se modificando através dos tempos. As pessoas, de alguma maneira, estão perdendo o hábito de certas práticas existenciais, inclusive o rito de ir ao cinema. Porque estamos sendo compelidos a substituir uma ritualização de vida por outra, adotando uma fórmula que acredito inevitável aos dias de hoje: menos stress, mais comodidade. Parece que a "home life" veio mesmo com a “terceira onda...” de Tofflin. Em todo esse fractal universo transformista de atitudes, não menos seria verdade uma também preconizada retomada do Cinema nos dias atuais. Mas que essa “retomada”, não tenhamos ilusões, jamais chegará a restabelecer o verdadeiro "ecran" de uma Arte que, dentre muitas outras, conseguiu ser a Sétima e a mais glamorosa de todos os tempos. --- ALEX SANTOS é advogado, jornalista, cineasta e professor-mestre de Direção de Programas de TV, do Departamento de Mídias Digitais da UFPB e membro da Academia Paraibana de Cinema. E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

quinta-feira, 24 de março de 2011

Holovísio: um novo recurso de projeção 3D


Uma visão
diferenciada
da imagem.
A fotografia em movimento, um dos grandes feitos no final do Século XIX, terá sido o primeiro passo para a evolução da construção da imagem que hoje experimentamos no cinema e em outras mídias audiovisuais. A Holovízio, recurso de projeção altamente sofisticado como forma de entretenimento de massa, permite visão 3D sem óculos especiais, diferente do que se tinha no passado, notadamente nos anos 50, quando o processo foi difundido nos Estados Unidos.

Esta semana, em sala de aula, durante a disciplina Fotografia 1 do Curso de Mídias Digital, na UFPB, um dos nossos alunos nos colocou indagação a respeito do assunto 3D. Justamente, em razão da onda que se propaga desse “novo” recurso que está sendo usado pelo cinema: a Terceira Dimensão. Como se essa tecnologia fosse algo explorado só agora pelo próprio cinema.

Focado nesse assunto foi possível fazer explanação não só em razão das três dimensões da imagem projetada numa tela, mas o que esse mesmo recurso representou em experiência tecnológica durante anos, para que se chegasse a um estágio mais avançado de percepção visual da fotografia em movimento: a imagem holográfica. Diferente do 3D que conhecemos, em que são projetadas duas imagens ao mesmo tempo, uma para cada olho, a Holovísio é uma nova experiência nesse sentido.

É sabido nos meios científicos de pesquisas da imagem que uma empresa húngara vem desenvolvendo esse sistema, apresentando em bases comerciais uma nova forma de imagens tridimensionais. Na prática, o espectador visualiza a imagem em 3 dimensões, de qualquer ângulo em que se encontre, sem o uso de óculos especiais, como no sistema tradicional. Explica Tibor Balogh, que é o fundador da Holografika.

Sabe-se que o efeito tridimensional do Holovízio ocorre porque os padrões de luz de cada ponto da imagem são ligeiramente diferentes e chegam à visão do espectador através de ângulos também diferentes. Cientificamente, explica-se: Quando os raios no interior do equipamento de projeção atingem a tela, cada ponto holo-tela é capaz de emitir feixes de luz de diferentes cores e intensidades, em diferentes direções, sendo captadas visualmente pelo espectador, que esteja em quaisquer pontos da sala. Vamos aguardar pra ver...

ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor e cineasta.
E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quanto custa a produção de um filme?









"Antomarchi": Uma equipe em sintonia fina


QUANDO do lançamento de “Antomarchi” na Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande, no final do ano passado, após a exibição do filme alguém da plateia se mostrou interessado em saber quanto tinha custado sua Produção. Presentes estavam os produtores, parte do elenco e a direção de “Antomarchi” a convite do também cineasta Rômulo Azevedo e da direção do Cineclube Machado Bitencourt.


A Produção do filme mostrou-se de certa forma intrigada ao questionamento, mais ainda, em razão de observações bastante positivas sobre o filme e o cuidado reconstitutivo de época em sua produção. Colocações que antes tinham sido feitas pelo próprio e curioso assistente acomodado no fundo da sala. Em não sendo respondido de pronto e voltando a fazer elogios à Produção do filme, foi necessário que fizéssemos alguns esclarecimentos.


Disse-lhe da importância do que é ter uma boa ideia para a Realização em Cinema (ou vídeo), justamente, a partir de um bom texto. Disse-lhe, ainda, o que representa a sintonia de uma equipe cujo propósito é o da simples e obstinada participação em um projeto, ao qual a pecúnia nem sempre é o mais importante. E que a força de trabalho na realização de um filme, antes de objetivar uma remuneração deve visar tão somente um resultado positivo e satisfatório para essa obra. Em verdade, de tudo isso resultou “Antomarchi”.


Não obstante o que foi dito, sendo mais objetivo à indagação do nosso interlocutor, fiz questão de dar-lhe uma pista sobre o valor real da Produção do “Antomarchi”. Disse-lhe: Admitamos que você tenha proposto a um Fundo de Cultura desses um valor de R$ 50, 60 ou 70 mil reais (como normalmente vem acontecendo), para a realização de um simples Documentário em vídeo. “Antomarchi”, com todas as implicações de uma Ficção – reconstituição de época, módulos cênicos, figurinos e performances –, seus custos de produção jamais passaram da metade do que aqui mencionamos.


E Conclui: Por tudo isso, meu amigo e curioso espectador aqui presente, e tomando conhecimento do recente número de inscrições no Fundo Municipal de Cultura, da PMJP, e sem nenhum embargo a quaisquer projetos que existam, vejo com constrangimento o fato de somas que são solicitadas e até conseguidas pelas mesmas pessoas, todos os anos, através desses instrumentos de apoio à Cultura, para a realização de um simples registro audiovisual. Mesmo na Arte, acredito que o bom senso deva prevalecer...


ALEX SANTOS da Academia Paraibana de Cinema, professor, jornalista e cineasta E-mails: alexjpb@yahoo.com.br / contato@asprod.com.br / www.asprod.com.br